Três em cada quatro desempregados conseguem um novo trabalho através da sua rede de contactos, diz o autor de um guia para recém desempregados, que aconselha a valorizar esta ferramenta na procura de trabalho.
"E se eu for despedido"? Esta é a interrogação que dá título ao livro do economista e psicólogo Marcos Chicot, que passou por Lisboa para apresentar a obra recém-editada em Portugal.
"Se as pessoas não saírem de casa não vão conseguir nada. É preciso desenvolver a rede de contactos para que os que nos rodeiam saibam da nossa situação e das nossas necessidades".
Isolar-se "é um erro grave", salienta o autor. Os desempregos devem comunicar a sua situação de modo positivo, mostrando motivação, esforço e empenho na procura de trabalho.
"É preciso fazer crescer a rede e dizer: se alguém souber de alguma coisa, lembrem-se de mim", sugere.
O conselho é válido para todos os desempregados: "toda a gente conhece alguém, toda a gente teve chefes, colegas, clientes, fornecedores. O que é preciso é ampliar esta rede que nos conhece profissionalmente e manter o contacto. Quando se sai de uma empresa não é preciso deixar de ver as pessoas".
No livro, Marcos Chicot, responde às dúvidas dos recém desempregados em três partes.
Primeiro, é preciso superar o choque, mantendo-se positivo: Segundo, há que viver a etapa do desemprego, que pode durar semanas, meses ou anos, adotando estratégias para resolver os problemas. Terceiro, é preciso preparar o processo de seleção.
O economista admite que o mercado de trabalho não vai ter capacidade para absorver todos os desempregados, mas defende que a maioria das pessoas recupera uma situação laboral normal em dois ou três anos.
"O que temos de fazer é usar tudo o que está à nossa mão para nos tornarmos rapidamente parte deste grupo".
Procurar trabalho fora pode ser uma alternativa, mas é preciso ser realista.
"Não temos que fugir. Se considerarmos que esta é a melhor opção temos que enfrentá-la. Mas que ninguém fuja a pensar que vai encontrar soluções mágicas que não encontra no seu próprio país, porque é uma crise global".
Quem tem mais de 50 anos deve melhorar os pontos fracos.
"Os empregadores acham que estas pessoas têm falta de iniciativa e de motivação, pouca capacidade de aprendizagem e são pouco adaptáveis. É preciso demonstrar o contrário".
Fazer um curso ajuda a melhorar esta imagem, garante Marcos Chicot: "As empresas valorizam tanto os conhecimentos adquiridos na formação como o ato em si porque mostra que as pessoas têm capacidade de adaptação e iniciativa".
Por outro lado, há valorizar aspetos positivos como a experiência, responsabilidade e menor impulsividade.
No que respeita ao auto-emprego, o autor alerta para alguns riscos - "exige muito esforço pessoal, familiar e social" - e aconselha a não traçar cenários demasiado otimistas.
"Quando se abre um negócio vão surgir problemas e estes transformam-se em tensões pessoais, financeiras, em conflitos com os sócios com quem nos lançámos nesta aventura", lembrou Chicot.
"Se tens uma ideia, confias nela e tens os meios: tenta. Mas de modo realista", preconiza este especialista.
Fonte: DESTAK/LUSA
[ Texto retirado do blogue http://brunorod.blogspot.com ]
Subscribe to:
Post Comments (Atom)
No comments:
Post a Comment